domingo, 2 de agosto de 2015

Minha vida de Atleta por Marcio Vasconcelos

“Bom, vou contar em forma de crônica: Amo corrida desde pequeno antes mesmo de não saber muito bem o que era amor. Tampouco, corrida. Imagine: família reunida para os festejos para receber um novo ano e eu parado, diante da televisão, acompanhando passada por passada a Corrida de São Silvestre. Naquele tempo era uma prova noturna. Charme todo especial...
O garoto cresceu. Na adolescência ajudava meu pai na construção da nossa atual casa. E sempre que precisava de algum material lá ia eu correndo buscar. De tênis, ou de sandália... Não me importava. Queria mesmo é correr.
Na fase adulta, durante tanto tempo trabalhando diante de um computador, me vi sedentário. Completando o pacote, uma lesão nas costas de tanto digitar. Então, o ortopedista decretou:
- SE NÃO PRATICAR UM ESPORTE VAI PIORAR.
Futebol não era mais possível. O tempo livre era curto. Musculação nunca me encantou por ficar dentro de uma academia. Basquete era inviável porque me sentiria um Playmobil no alto dos meus 1,69cm. Vôlei, idem... Jogar de libero nem pensar. Ficar só recebendo pancadas? Não tenho a menor vocação de “Seu Madruga”.
Foi aí que considerei a corrida de rua como esporte. E comecei a praticar com um pouco mais de “profissionalismo”. Comprei tênis adequado. Camisetas, shorts, meias, aplicativos...
Quando ganhei minha primeira medalha, chorei. Chorei como criança. A mesma que ficava maravilhado assistindo a São Silvestre. Confesso que me senti um atleta profissional. Tudo bem... Acordei ao comparar os tempos dos vencedores da prova com o meu...

Mas, toda vez que saio para treinar, me permito esquecer-se dos problemas cotidianos e sonhar. E nesse sonho me vejo liderando uma São Silvestre imaginária onde todos os dias sou vencedor. Ganho saúde, disposição, autoestima e a certeza de estar prologando minha vida”...


Texto: Marcio Vasconcelos
Foto: internet

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